20 de jun. de 2010



Uma noite incrível em vários sentidos, após a semana mais estressante foda10 de TODA a minha vida. Fazia muito tempo que não me divertia tanto, mas o melhor foi porque sai sem grandes expectativas. Sim sai “sozinho”, foi à segunda vez que fui ao clube metrópole desde que cheguei aqui. Motivado pelo meu lado trash de ser, fui ao show da Stéfhany que se auto intitula, Absoluta...

Como fazem todos os gays de Recife, antes de se jogar na boate passei no postinho “select”, comecei a beber e entrei em depressão profunda nos primeiros 15 minutos que se seguiram; olhando as “menines” bêbadas socializando “cas-amigas”. Mas logo a depressão passou e comecei a observar as bizarrices que apareceram por lá, dentre elas um carinha que conheci na ressaca do carnaval (e que não me despertou nenhum comichão por um motivo óbvio, o cara passou dois anos na Dinamarca se esqueceu da origem tupiniquim de plantador de macaxeira e hoje só fala em Inglês, alem de se julgar a ultima coca cola do deserto e de ser a beecha mais escandalosa que eu já vi na minha vida, ele jura que ninguém sabe sobre sua sexualidade...) MORRI3X

Bem, voltando... Passei no total cerca de 30 minutos sozinho no postinho, bebendo e rindo das caricatas, depois fui pra boate. Chegando lá encontrei de cara um grupo de alunos da famosa faculdade de Olinda, que prontamente me reconheceram e aos berros me cumprimentaram dizendo, “olha no menino da CIA, _ OI MENINO DA CIA!” Fiz minha cara de paisagem, lancei meu sorriso de trabalho e entrei, 10 minutos depois chegou Bermesque e seu grupo de amigos, pessoas MARA, mega divertidas e que me fizeram dar boas risadas de dançar funk até o chão, após sorriso e muitos outros drink’s, pausa pra o show da Stéfhany. Ela subiu ao palco cantou as famosas versões toscas e bateu muito cabelo com seus bailarinos ao som dos seus playbacks, bem as fotos são auto-explicativas:


 
Abro mais um parênteses, fora isso que vê ela é extremamente antipática e muito, mas muito mais feia pessoalmente que nos vídeos do youtube, e seus bailarinos, (risos muitos risos), porém isso merece um parágrafo a parte.

Após cantarolar “... eu jurei jamais te amar...” “... eu sou linda, absoluta...” fomos pro ambiente popular da boate, o que me lembrou muito a minha época de Galleria porãozinho de BSB nas noites de sexta, ao som do Rouje e os pagodinhos coreografados do Otávio Chamorro.   
Em coro decidimos ir embora por volta das 05h20min, mas antes saímos à procura de amigos perdidos pela boate.

E foi ai encontramos bêbados e totalmente disponíveis pro que der e vier, os bailarinos da “Absoluta”. Eu que não sou nenhuma cachorra, prontamente fiz referencia e demonstrei ao publico em geral como os dois dançavam um na base do biquinho e rodadinha e o outro com um sorriso de quem comeu jiló com jurubeba no almoço (não sabe o que é jurubeba joga no Google). E ali juntinho com eles mais um aluno da famosa faculdade de Olinda. (risos, palas de risos). Rimos as tantas e como sempre, debochei (amos) da cara das pessoas sem elas perceberem, enfim.

E que fim de noite perfeito não tem um “podrão” antes de ir pra casa? E não foi diferente, claro observando que o podrão era podre mesmo, FATO, não consigo comer cachorro quente de rua aqui. DEUS, SAUDADE DO CACHORRO QUENTE DO CLAUDINHOOO!

Pra fechar tudo com chave de ouro e água de xuca, fui presenteado com um encontro desagradável, observei atônico, enquanto ele passava pela Avenida Conde da Boa Vista as 06hs da manhã com sua mochila, “mamãe eu sou gay” e sua postura impecável do balé, provavelmente a caminho de mais uma inutilidade que ocupa seus dias, mas o que me chocou não foi apenas avistar essa persona nom grata, foi constatar que as 06hs da manhã em pleno domingo essa pessoa se encontrava trabalhada na maquiagem, praticamente um travesti, também pelo fato de que, ele estava muito longe da sua casa, teria caminhado pelo menos 40 minutos pra chegar até ali, e também estava indo em um sentido contrario, por tanto, não estava saindo de algum lugar e indo pra casa. Enfim... 

Tirando esse susto, foi tudo perfeito, valeu à pena, sair de casa, precisava relaxar e relaxei, precisava rir e sorri pra caramba, precisava dançar e como dancei. Sobre tudo tirei o trabalho da cabeça, ao menos por uma noite não pensei nos artigos, projetos, TCC, monografias, edição, formatação... Este foi um fim de semana incrível agora aguardo apenas minha sonhada e necessária viagem a BSB e ou SAMPA. ^^

Ou não!

17 de jun. de 2010

Realmente eu me levo muito a sério...


Tenho que olhar a vida com mais humor e menos criterios.
MAS COMO SABER A MEDIDA CERTA?
kkkkkkkkkk
^^

8 de jun. de 2010

Sinto saudades de alguém que ainda não conheço, implorei em segredo aos céus, ansiando sua presença e alimentando devaneios adormeci; seu cheiro, seu gosto o calor do seu corpo, tudo isso que me instiga por não ter a justa realidade...
Talvez ele tenha um dom, algo que não compreendo. Ele sabe me enxergar, me observa la dentro e claro isso o assusta, ele ouve meus pensamentos que hoje coabitam entre monstros de outrora e que não mais me tiram o sono.
Deitei-me com a imagem  do seu grande sorriso fácil; com os ecos da sua voz  me dizendo palavras doces. E me pus a sonhar, sem querer tão cedo acordar ou mesmo, sequer, dormir para que o momento não acabasse.

19 de mai. de 2010

FRACASSAR JAMAIS

Eu não acredito no fracasso, tudo é uma questão de escolha e permissão, se não permitir ser feliz, como pode ser? Se julgas imcapaz de amar ou corresponder a um sentimento de igual valor como podes saber se desta vez será diferente? Sendo assim, nunca saberá, o que de fato é uma pena.

Sofro por perceber que não existirá contato algum após essa conversa via msn, mas afinal pra que a consideração de sofrer se não ouve a consideração de ao menos dizer de propria voz, "não te quero".

Nunca ouve nada, sabia eu, nada alem de duas pessoas, minha cama, um sofá, dois filmes, duas praias, um teatro, tua cama, teu colo quando senti saudades da minha mãe, varios abraços, varios beijos, varias saudades e carinhos... Queria apenas descobrir quem disse que isso tudo não é nada...

Enxerga a ti próprio em um espelho de mais destorcido, onde nada que acreditas ver se parece com o que vejo, mesmo com tudo isso não consigo sentir nada diferente, nem uma ponta de raiva ou rancor, da mesma maneira que não sinto nem uma ponta de esperança de que voltes atras... Apenas estou em choque, e penso, que não pode-se acabar, aquilo que ao menos começou! Em todo caso estou velho e desgastado de mais pra sofrer por alguem que não quer que eu sofra.









4 de mai. de 2010

Feliz

Seus olhos castanhos são tão densos e gentis, tanto quanto os meus; e assim mesmo sem pretender fazem-me feliz.

Apesar e por isso peço a eles que não pretendam, não tomem para si a responsabilidade sob minha felicidade. E só assim, permitindo que essa felicidade perdure sem roteiros ou rotinas, verdadeiramente serão felizes não somente os teus e os meus olhos, mas o todo.

29 de abr. de 2010

Vazio e felicidade.

Um breve conto...

Hoje Pablo não fez sua caminhada matinal antes do trabalho, apenas levantou as onze da manha, e como se fosse rotina tomou um café preto e amargo, acendeu um cigarro e sentou se no sofá, ouvindo o barulho do mundo que há horas já havia acordado. Hoje ele não foi trabalhar, não deu se quer um telefonema com uma desculpa esfarrapada. Fred, seu cachorro, pulou em seu colo pedindo afago, e ele ignorou, pensava apenas, daqueles pensamentos sem razão e continuidade vazios na essência.
Não, ele não está triste sequer deprimido, está feliz, porque pela primeira vez em muito tempo tudo esta dando certo, e ousou se permitir uma folga do mundo, da vida, apenas pra curtir um café preto e amargo e um cigarro às onze da manhã.
Depois de muita insistência de Fred, ele se levantou do sofá pegou a coleira e saiu de casa; no corredor do prédio uma zeladora fazia o seu trabalho, ela balançou a cabeça em um aceno tímido e foi respondido com o mesmo gesto; era a primeira vez que havia visto alguém nos corredores, até porque faz apenas uma semana que ele se mudou. Desceu para a área comum e esperou pelo cão.
Fred é um pug, desses cães de focinho achatado que respira com dificuldade, acostumado a uma casa cheia em que todos lhe davam atenção, e por isso ele começa a se deprimir, mas hoje ele esta feliz também, apenas pela presença do seu dono.
Pablo e Fred voltaram ao 10º andar; da varanda a visão da cidade é magnífica, mas Pablo tem medo que o cão despenque, então fechou a porta; debruçado no parapeito lembrou do principal motivo da sua felicidade, a vida, e também lembrou do porque da vida ser tão importante, seus pais, irmãos, dos seus tios e avós, e lembrou também do seu namorado. Nesse momento Pablo quer ligar pra ele, mas teme o incomodar no trabalho então se aquieta.
Já são três da tarde e Pablo percebe que ainda não almoçou, mas não esta com fome então continua a pensar. Sentado no varanda ele já está no 12º cigarro, então se lembra que havia parado de fumar, e se pergunta o porque de ter uma carteira de cigarros em casa, instintivamente se da conta de que era do seu namorado... ...como era a segunda vez que pensava nele sentiu remorso e ligou, não disse onde estava nem o que havia feito, temendo ser repreendido, sorrindo disse: "_ Amor esqueceu os seus cigarros la em casa!" , conversaram ´por alguns minutos, sorriram de algo engraçado e desligaram combinando de se encontrar a noite, saiu de casa outra vez, mas sozinho, tomou o carro, comprou outra carteira de cigarros visando repor a que havia fumado e sem perceber a abriu e fumou mais um, entrou em um super mercado e fez compras; com a rotina de Pablo ele não havia colocado nada em sua geladeira desde sua mudança!
Voltou pra casa e preparou o que seria o jantar, comeu um pouco pra saciar o vazio do estomago e esperou, pensando no seu dia, em todos, em nada e esperou ouvindo a cidade se silenciar ao som de Billie Holiday com sua voz rouca, esperou até agora, onze da noite quando ouviu a porta se abrir e seu nome ser chamado em tom de pergunta...

14 de abr. de 2010

ALTO CONHECIMENTO.

Já ouvi dizer que feliz é aquele que conhece seus limites, suas dores, aquele que pondera por saber que adiante exsite a possibilidade de quebrar a cara, de ser mais uma vez traído, apunhalado ou mesmo esquecido...

Ou será que feliz é a quele que arrisca, mesmo quando tantas e tantas vezes não deu certo, tenta, se joga, sofre, mas sorri, geme de dor, mas também de prazer, sente angustia de não saber o que se passa ao certo e igualmente sente outro tipo de angustia, saudades!

Apesar de ser alto crítico e por vezes cético, tenho agido como quem joga, arrisca, usa as armas, mesmo existindo um pézinho nessa inútil tentativa de permanecer isento e estático.

13 de nov. de 2009

"O que pensamos é menos do que sabemo;
o que sabemos é menos do que amamos;
o que amamos é muito menos do que existe;
e nesta concreta extensão, somos muito
menos do que somos."


R.D. Laing

6 de nov. de 2009

Nem tudo é tão belo quanto parece, nem tão feio que assuste.
De verdade a primeira impressão não é a mais confiável.
Além do mais no calor das coisas emitir uma opinião isenta é quase impossível, bom mesmo é deixar rolar e ver o que da.
E assim eu vou seguindo, as vezes eu exagero um pouco, mas é porque eu sou dramático como bom ariano que sou.

21 de out. de 2009

Solidão, dor egoista como é.

Sentir-se só mesmo com pessoas ao redor é uma das doenças do séc XXI, mas não é assim tão simples. Solidão é sinônimo de dor , aperto no peito sensação de impotência...
Solidão a dois é pior, é como se a dor atingisse a alma e nela se rasgassem fibras como as de um músculo, e a sensação de impotência se multiplica infinitas vezes.
Essa dor tem uma característica fundamental; apesar de ser uma dor comum a quem se sente só, ela é individual como, e, no egoísmo da solidão, pois cada um sente a sua dor.

Thiago