Quando separo os aspectos que englobam o conceito de felicidade eu posso dizer, especificamente, que sou feliz. Não acredito que exista a felicidade plena! Sempre tem algo que precisa melhorar, mesmo que apenas eu identifique este “algo”; e sendo assim ele é legitimo.
PS Abro meus olhos e vejo a encarnação do meu sonho. Tudo aquilo que eu procurava em alguém, amor. Como não amar alguém tão lindo por dentro e por fora? Como viver? Respirar? Hoje eu carrego no peito o maior amor do mundo. O meu amor por você.
Ok, essa de personagem ta me deixando confuso. Agora quem é Thiago Bressa? Lembro que a principio o Bressa era como uma homenagem singela a minha avó paterna (todo mundo já sabe dessa história) e depois me serviu pra diferenciar os Thiagos na comunidade do Galleria.
E lá se vão quatro ou cinco anos dessa “brincadeira” de ter um sobrenome que não tenho, mas agora acredito que Thiago Bressa tenha se tornado um alter ego, e um mecanismo de defesa também, pois em casa não sou chamado assim, então tenho a real noção de que existe o Thiago Simões.
O que me confunde de fato são pequenas coisas, exemplo, mês passado fui ao oftalmologista, quando preenchi a ficha disse a atendente Thiago Bressa, na mesma hora me arrependi, mas fiquei com uma puta vergonha de dizer que não era Bressa.
Depois fiquei com muita vergonha por não ter dito.
É meio aquela velha história de que as “mentiras” quando ditas tantas vezes se tornam verdade. Outro caso é o blog, quando escrevo um conto ou uma poesia uso o Bressa pra assinar e assim me posiciono um tanto quanto distante, permitindo uma observação mesmo como crítica.
Mas esse distanciamento está se mesclando, quando escrevo misturo e uso do artifício Bressa de ser, mesmo quando estou descrevendo algo sobre meu dia a dia.
Ahaaaaaai. SACO
Eu sei quem sou o que devo fazer agora é me policiar mais pra não confundir aos outros e assim fica mais fácil.
Porque estou desconhecendo o tal Thiago Bressa.
kkkkkkkkkkkkkkkkk
19 de jul. de 2010
Orfeu da Conceição
Monólogo de Orfeu
Tragédia carioca
VINICIUS DE MORAES
Este é um dos trechos mais bonitos do primeiro ato da peça, em que Orfeu sobressalta-se quando Eurídice lhe diz "Até, neguinho. Volto num instante".
Orfeu tem um mau presságio, e pede à amada que não o deixe. Eurídice responde: "Meu neguinho, que bobagem! E' um instantinho só. Volto com a aragem..."
Orfeu:
Ai, que agonia que você me deu
Meu amor! que impressão, que pesadelo!
Como se eu te estivesse vendo morta
Longe como uma morta...
Eurídice:
Morta eu estou.
Morta de amor, eu estou; morta e enterrada
Com cruz por cima e tudo!
Orfeu (sorrindo):
Namorada!
Vai bem depressa. Deus te leve. Aqui
Ficam os meus restos a esperar por ti
Que dás vida!
(Eurídice atira-lhe um beijo e sai).
Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
E' mais porque te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, - que é que eu sei! essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem - nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! e me dizes essas coisas
Que me dão essa fôrça, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! criatura! quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que êle, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que eu estarei contigo!
Está bem, eu não sou somente dos momentos trash como os de Stéfhany.
Semana passada, ( sexta e sábado ) fui assistir a montagem Dionísicas de Zé Celso Martinez, (uia) Thiago Bressa Também é cultura, pena que Recife ou melhor, o bairro de Peixinhos, não estava preparado para tamanha subversão de conceitos e valores.
E ainda ouve uma nota dizendo...
“Não recomendo as pessoas caretas assistirem, a não ser que estiverem dispostas a virada...” Hector Othon – ator, astrólogo. Falando a respeito do espetáculo.
Enfim qualquer coisa que eu disser aqui vai ser paráfrase da matéria do “Diário de Pernambuco” tirando os erros de português e ou concordância que existe ao longo de todo o texto, tal como os que existem na citação acima. (não me contenho).
Por isso coloco aqui o recorte da matéria, vale a pena ler e se tiver a oportunidade assistir aos espetáculos, eles estão em turnê.
Arriscaria tudo pra ser feliz, e de fato tenho feito isso ao longo da minha história de vida. Quantas vezes eu larguei tudo pra tomar um novo rumo? Já fui chamado de louco, de anormal e hoje sou chamado de diferenciado por ter as noções ou falta de, que tenho. (risos)
Pensando bem existe beleza na loucura de ser; loucos são felizes arriscam mais, se jogam mais e ainda tem a desculpa social de não terem a responsabilidade se algo não der certo. Saber da loucura alheia também me faz bem, porque eu penso que nem que seja por um momento que sou normal ou ao menos o mais normal dentre os malucos.
Por enquanto planos traçados, objetivos definidos e possivelmente outra mudança repentina, detalhes disso compartilho apenas com uma pessoa, um carinha que ta sempre me acompanhando onde quer que eu vá, deus; pode ser em Brasília, Olinda, Maceió ou até São Paulo, porque não?! Ouvi dizer de um ótimo curso de cinema em Sampa. (risos)
Já perguntei a deus tantas vezes o porquê de suas misericordias alcançarem alguém que não é merecedor. Suas respostas a mim são mais e mais dádivas. Não digo daquelas que buscam em vão os fidelios da universal, mas daquelas documentadas na bíblia, amor, paz no coração, alegria e a possibilidade de voltar atrás, de recomeçar. Regozijo, pois porque hoje fui abençoado mais uma vez.
Reconhecer um erro pra mim nunca foi problema, a grande questão sempre foi não cometer-los, também não creio que possa deixar de cometer erros por todo o sempre, mas não preciso ser tão veemente e repetitivo, tão pouco arrastar comigo tudo o que tem pela frente.
Reprimir essa virulência pode e de fato é perigoso, preciso aprender a controlar e ou canalizar, ou ainda aprender a ouvir, mas ouvir de fato antes de pré julgar ou me defender de algo que sequer existe
Tudo isso faz parte do crescimento,inclusive admitir.
Mesmo ouvindo que não preciso pedir desculpas, deixo aqui as mais sinceras, e passo contigo uma régua não finalizando, mas passando para outro capitulo.
Perdão.
28 de jun. de 2010
Me desprendo tantas vezes das coisas que acredito que me torno ressonante, ecoando por entre vielas do que algum dia sonhei ser, labirintos confusos e infinitos, caminhos inacabados desse grande e complexo viver.
Lamento e me prendo a fugazes luzes que dançam diante de mim, e me deixo seduzir pelo seu brilho em meio à escuridão, mesmo sabendo que sua vida se extinguirá em pouco. Vivo o reflexo; repito as mesmices, permito execrando o tátil o real, e mais uma vez me atolo na lama que eu mesmo criei de lágrimas, dor e exagero.
E depois tento me limpar, tirar das entranhas o ardor me desprendendo outra vez, tanto que me esqueço dos caminhos que tracei, construindo outra viela igual em tudo, usando dos mesmos tijolos, sem me dar conta de ter o suficiente pra acabar...
Quando vou aprender?
23 de jun. de 2010
Hoje pra mim só restam arrependimentos, nem raiva nem rancor. Somente aquele velho sentimento, objeto de coleção.
E quem sabe um dia eu acabo com eles ou os substituo por experiências, que deveras são mais bonitas e lucrativas e que não cheiram tão mal.
20 de jun. de 2010
Uma noite incrível em vários sentidos, após a semana mais estressante foda10 de TODA a minha vida. Fazia muito tempo que não me divertia tanto, mas o melhor foi porque sai sem grandes expectativas. Sim sai “sozinho”, foi à segunda vez que fui ao clube metrópole desde que cheguei aqui. Motivado pelo meu lado trash de ser, fui ao show da Stéfhany que se auto intitula, Absoluta...
Como fazem todos os gays de Recife, antes de se jogar na boate passei no postinho “select”, comecei a beber e entrei em depressão profunda nos primeiros 15 minutos que se seguiram; olhando as “menines” bêbadas socializando “cas-amigas”. Mas logo a depressão passou e comecei a observar as bizarrices que apareceram por lá, dentre elas um carinha que conheci na ressaca do carnaval (e que não me despertou nenhum comichão por um motivo óbvio, o cara passou dois anos na Dinamarca se esqueceu da origem tupiniquim de plantador de macaxeira e hoje só fala em Inglês, alem de se julgar a ultima coca cola do deserto e de ser a beecha mais escandalosa que eu já vi na minha vida, ele jura que ninguém sabe sobre sua sexualidade...) MORRI3X
Bem, voltando... Passei no total cerca de 30 minutos sozinho no postinho, bebendo e rindo das caricatas, depois fui pra boate. Chegando lá encontrei de cara um grupo de alunos da famosa faculdade de Olinda, que prontamente me reconheceram e aos berros me cumprimentaram dizendo, “olha no menino da CIA, _ OI MENINO DA CIA!” Fiz minha cara de paisagem, lancei meu sorriso de trabalho e entrei, 10 minutos depois chegou Bermesque e seu grupo de amigos, pessoas MARA, mega divertidas e que me fizeram dar boas risadas de dançar funk até o chão, após sorriso e muitos outros drink’s, pausa pra o show da Stéfhany. Ela subiu ao palco cantou as famosas versões toscas e bateu muito cabelo com seus bailarinos ao som dos seus playbacks, bem as fotos são auto-explicativas:
Abro mais um parênteses, fora isso que vê ela é extremamente antipática e muito, mas muito mais feia pessoalmente que nos vídeos do youtube, e seus bailarinos, (risos muitos risos), porém isso merece um parágrafo a parte.
Após cantarolar “... eu jurei jamais te amar...” “... eu sou linda, absoluta...” fomos pro ambiente popular da boate, o que me lembrou muito a minha época de Galleria porãozinho de BSB nas noites de sexta, ao som do Rouje e os pagodinhos coreografados do Otávio Chamorro.
Em coro decidimos ir embora por volta das 05h20min, mas antes saímos à procura de amigos perdidos pela boate.
E foi ai encontramos bêbados e totalmente disponíveis pro que der e vier, os bailarinos da “Absoluta”. Eu que não sou nenhuma cachorra, prontamente fiz referencia e demonstrei ao publico em geral como os dois dançavam um na base do biquinho e rodadinha e o outro com um sorriso de quem comeu jiló com jurubeba no almoço (não sabe o que é jurubeba joga no Google). E ali juntinho com eles mais um aluno da famosa faculdade de Olinda. (risos, palas de risos). Rimos as tantas e como sempre, debochei (amos) da cara das pessoas sem elas perceberem, enfim.
E que fim de noite perfeito não tem um “podrão” antes de ir pra casa? E não foi diferente, claro observando que o podrão era podre mesmo, FATO, não consigo comer cachorro quente de rua aqui. DEUS, SAUDADE DO CACHORRO QUENTE DO CLAUDINHOOO!
Pra fechar tudo com chave de ouro e água de xuca, fui presenteado com um encontro desagradável, observei atônico, enquanto ele passava pela Avenida Conde da Boa Vista as 06hs da manhã com sua mochila, “mamãe eu sou gay” e sua postura impecável do balé, provavelmente a caminho de mais uma inutilidade que ocupa seus dias, mas o que me chocou não foi apenas avistar essa persona nom grata, foi constatar que as 06hs da manhã em pleno domingo essa pessoa se encontrava trabalhada na maquiagem, praticamente um travesti, também pelo fato de que, ele estava muito longe da sua casa, teria caminhado pelo menos 40 minutos pra chegar até ali, e também estava indo em um sentido contrario, por tanto, não estava saindo de algum lugar e indo pra casa. Enfim...
Tirando esse susto, foi tudo perfeito, valeu à pena, sair de casa, precisava relaxar e relaxei, precisava rir e sorri pra caramba, precisava dançar e como dancei. Sobre tudo tirei o trabalho da cabeça, ao menos por uma noite não pensei nos artigos, projetos, TCC, monografias, edição, formatação... Este foi um fim de semana incrível agora aguardo apenas minha sonhada e necessária viagem a BSB e ou SAMPA. ^^
Ou não!
17 de jun. de 2010
Realmente eu me levo muito a sério...
Tenho que olhar a vida com mais humor e menos criterios.